ALTA DEFINIÇÃO

A televisão, enquanto fenómeno tecnológico, tem cerca de 90 anos.
Quando em 1929 o escocês John Loggie Baird apresentou o seu sistema de transmissão à distância de imagens, recorrendo a  um disco perfurado, conhecido por Nipkov, correspondendo a cada “buraco” uma linha de imagem, o anúncio que promovia o evento dizia, mais ou menos :
“Venha assistir à apresentação pública de televisão de alta definição”
Para os menos avisados, o disco era constituído por 15 “buracos”, logo as imagens apresentavam nada mais, nada menos do que 15 linhas.
Actualmente o chamado sistema de televisão digital que recorre a um número de linhas activas muito superior ao convencional, concretamente a 1080 no modo de exploração entrelaçada, com 1920 pixeis em cada linha ou, então, 720 no modo de exploração progressiva, com 1280 pixeis por linha, na formação das imagens vídeo, apresentando uma relação de aspecto (formato) de 16:9 em alternativa ao 4:3
O formato entrelaçado é denominado 1080i (“interlacing”), optando-se também por 1080i50 ou 1080i60, caso se trate da Europa ou dos EUA. Esta norma de televisão, a qual recorre à compressão MPEG-2, tendo inicialmente sido prevista na Europa em versão analógica (D2-MAC), face as suas características (digitais) irá permitir a interactividade, e com ela todos os recursos que o digital disponibiliza.
Perante a superior qualidade da imagem, assim como do som, aliada ao desenvolvimento dos “flat screen”, o acto de ver televisão ou vídeo aproxima-se, cada vez mais, ao que se convencionou chamar “home cinema” ou “home theatre”.



(ver também)
CINEMA DIGITAL e 3-D
 
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